e baptizou-a de Blucher, o nome do grande general prussiano; em 1825, inaugurou-se a primeira linha de caminhos-de-ferro entre as cidades de Stockton e Darlington, no Reino Unido. Trinta anos depois, já havia caminhos-de-ferro por toda a Grã-Bretanha, na América, quase por toda a Europa e até na Índia. Estes caminhos-de-ferro atravessavam montanhas, através de túneis, e grandes rios, transportando pessoas pelo menos dez vez mais depressa do que a mais rápida deligência.
Houve outras máquinas que mudaram o mundo de uma forma ainda mais profunda. Eram as máquinas que usavam a força da natureza em vez da força manual. Por exemplo, a fiação e a tecelagem, trabalhos que sempre tinham sido feitos por artesãos. Quando aumentou a procura por tecido (por volta da época de Luís XIV), já havia fábricas, só que o trabalho era todo feito à mão. Só passado algum tempo é que as pessoas perceberam que o conhecimento da natureza podia ser aplicado à produção de tecidos. As datas são muito próximas das outras grandes invenções. Já se faziam experiências com diversos tipos de máquinas de fiação desde 1740. O tear mecânico começou a ser usado mais ou menos nessa altura. Uma vez mais, foi em Inglaterra que se fizeram e usaram pela primeira vez estas máquinas. As máquinas e as fábricas precisavam de carvão e de ferro e, por isso, os países que tinham carvão e ferro estavam em vantagem em relação aos outros.
Todos estes desenvolvimentos provocaram uma tremenda revolução na vida das pessoas. (...)
GOMBRICH, E.H. - Uma pequena História do Mundo. Tinta-da-China Ed. Lisboa, 2006.

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